segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Outro Lado Da Moeda 5 - Apagando a luz no fim do túnel

Pré-requisito (obrigatório): O Outro Lado da Moeda 4
Autor: Gustavo Spina

Até agora, abrimos um pouco mais os nossos olhos, fomos um pouco além das influências, e demos um mergulho um tanto quanto profundo na trágica realidade do mundo em que vivemos. Neste momento, é possível que o leitor, surpreso e assustado com o mundo que está aprendendo a enxergar, precise de um conforto, precise de uma saída, uma solução para que possamos limpar este lado sujo da moeda, que agora estamos começando a conhecer, e é exatamente disso que trataremos agora.

Em nosso processo de evolução, desde a época em que éramos primatas, preocupados apenas em sobreviver, até hoje, época em que nos preocupamos mais em nos matar; nós aprendemos a definir as coisas: desde a criação de diversas línguas para a comunicação, onde cada palavra nomeia um objeto, ser ou sentimento, até a criação de ideias e ideologias, igualmente nomeadas. Em outras palavras, nós aprendemos a definir tudo, como por exemplo, o CAPITALISMO como “sistema financeiro em que o objetivo principal é a absorção de capitais obtidos pela produção de uma organização para seus próprios fins”, ou a DEMOCRACIA como regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes por meio do voto.

Dessa forma, criamos diversos termos que, ao definirem uma ideia ou nomearem algo, colocam inevitavelmente no mesmo patamar, toda e qualquer pessoa que aderi-la ou tudo o que se encaixar na definição daquele termo. Você pode desenhar milhares de bolas diferentes, mas nenhuma delas poderá ter outro formato que não esférico; sendo denominada de outra forma se assim o for. E assim, ao longo da história, separamos as pessoas de acordo com suas crenças, ideologias ou características muito bem definidas, tendo, por exemplo, o grupo dos socialistas, capitalistas, cristãos, budistas, índios, negros, homossexuais, ricos, etc., podendo ou não ser intersectados.

É importante ter em mente que alguns sistemas ou ideologias são diferentes na teoria e na prática, sendo esta última a que realmente a define. Com isto, é possível observar que um sistema ou ideologia molda toda e qualquer pessoa que for parte integrante ou que compactuar com o mesmo, fazendo-o encaixar-se em sua definição, e não dando espaço para aquele que não se encaixa perfeitamente a todos os seus detalhes. É exatamente isso que explica a ideia que o povo brasileiro têm de que “todo político é igual”. Eles são realmente todos iguais, pois o sistema político, falho e corrupto por definição, na prática, molda todo e qualquer candidato, seja ele quem for, até que ele se encaixe perfeitamente nesta definição e permaneça igual a qualquer outro político que tenha permanecido anteriormente naquele cargo.

Fazendo a conexão dessa discussão com a proposta do texto, a solução mais eficaz para os grandes problemas globais, neste mundo feito de sistemas, na prática deturpados e corruptos, como principalmente os sistemas monetário, politico e capitalista, seria uma mudança direta nestes sistemas, extinguindo-os, trocando-os por sistemas melhores ou, em certos casos, simplesmente fazendo-os ser, na prática, aquilo que deveriam ser de acordo com a teoria. Para que possamos ilustrar este fato, vamos fazer a seguinte representação pictórica: imagine que a humanidade toda seja um organismo vivo, um grande e único ser que se estende por quase todo o globo terrestre. Suponha agora que você queira trata-lo, curá-lo de todos os males e doenças. Sendo capaz de enxergar que nosso paciente tem diversos problemas, uns grandes, outros menores, doenças mais letais, outras mais fáceis de serem curadas; fica fácil perceber que curar pequenas feridas e tratar de alguns pontos isolados não sanará o problema principal, e, além das doenças mais letais não serem curadas, ainda continuarão a produzir as outras feridas pelo corpo. Dessa forma, podemos enxergar o triste fato de que todo o bem que possamos fazer em nossas vidas, por maiores e mais sinceros que sejam, ainda que ajudem, serão apenas remendos, curativos colocados em feridas que vão continuar a aparecer enquanto as doenças mais graves não forem curadas.

Tendo isso em vista, vamos agora examinar a possibilidade de curar as doenças mais graves e letais deste imenso corpo chamado humanidade, ou, em outras palavras, mudar os principais sistemas que compõem nosso mundo, realizando grandes mudanças que possam ser capazes de fazer da Terra um lugar melhor, ou ao menos habitável. Como não são muitos os exemplos de homens que foram capazes de enxergar essa necessidade e lutar contra tudo e contra todos, vamos nos apegar a uma única história, a história do incrível homem chamado John Fitzgerald Kennedy.

O sistema político dos Estados Unidos da América, além de confuso e precário, contradizendo toda a fama que o país tem de ser o “mais avançado” em tudo, é marcado por alguns episódios bastante peculiares. Como por exemplo, Ronald Reagan, o 40º presidente dos EUA, foi escrito no dicionário Webster (http://www.webster-dictionary.org/), um dicionário que mostra, não só os significados das palavras, mas também biografias de pessoas, entre outras coisas; como ocupante do cargo de presidente antes mesmo das eleições presidenciais daquele ano se iniciarem. O caso ficou famoso e, na época, quando interrogados sobre o fato, os editores deste dicionário alegaram desconhecer como aquela informação tinha sido publicada, como mostrado no jornal “The Dispatch” da época: http://news.google.com/newspapers?nid=1734&dat=19801029&id=ZzkeAAAAIBAJ&sjid=xb4EAAAAIBAJ&pg=3228,3373070

É pateticamente claro que temos desenvolvimento tecnológico, atualmente, grande o suficiente para desenvolver sistemas eficazes de urnas eletrônicas, protegidos contra fraudes e quaisquer outros malefícios, mas isso não desperta interesse da elite em nenhuma parte do globo: nem no Brasil, onde as urnas eletrônicas são comprovadamente passíveis de fraude, nem nos EUA, onde até hoje seus cidadãos votam por meio do papel. Seriam diferentes métodos práticos para que sejam eleitos exatamente quem eles mesmos definirem? Se a resposta for positiva, podemos observar aqui o quanto a definição de democracia, na prática, difere de sua definição teórica, que vimos no segundo parágrafo desse texto.

Em contrapartida, em um grande período de tempo, e com um grande número de eleições presidenciais realizadas, não é de se espantar que haja também alguma exceção a essa espécie de ‘controle’. Kennedy foi eleito como o 35º presidente dos Estados Unidos da América, no ano de 1960, após já atuar na política estadunidense há 14 anos. O objetivo deste texto não é detalhar sua história de vida, deixando aqui um convite ao leitor para que pesquise e constate quão incrível ela é, mas em suma, sua trajetória política, principalmente nos três anos em que exerceu seu poder como presidente, foi marcada por sua luta contra a discriminação racial ainda muito grande naquela época, suas medidas de desaceleração da corrida armamentista entre seu país e a União Soviética que levou ao Tratado de Proibição de testes nucleares, além de sua posição contrária à Guerra do Vietnam, caracterizando seu governo como um início de uma época de esperança tanto de direitos iguais entre os americanos, quanto de paz mundial, evidenciando assim seu magnífico caráter, o que o causou sua enorme popularidade, que o levaria certamente à reeleição da presidência daquele país.

Ao lembrarmo-nos de nossa discussão feita anteriormente, podemos inferir que suas nobres e raras convicções não o enquadravam, de maneira alguma, no sistema político, que como dito anteriormente, é corrupto por definição prática. Dessa forma, uma vez eleito como presidente, restaram apenas duas opções: ou este sistema o moldaria, ou ele não poderia fazer parte dele, exatamente como aconteceu com as bolas, no exemplo que demos anteriormente: ou têm um formato esférico, ou não fazem parte desta classe de polígonos. E então, confirmando todas estas considerações, no dia 22 de novembro de 1963, após iniciar sua campanha de reeleição à presidência, Kennedy passou a não fazer mais parte do sistema político, em um dos episódios mais tristes do século passado, como mostra o vídeo abaixo.


Vamos então, assim como feito no texto anterior, mostrar evidências e refutar todos os argumentos da história oficial, de forma que nossa versão faça mais sentido e seja a realidade, até que se prove o contrário. Após apenas aproximadamente oitenta minutos dos disparos, o assassino de Kennedy foi, oficialmente, Lee Harvey Oswald, um homem, na época, com 24 anos de idade e com um perfil bastante conturbado. Harvey serviu ao Corpo de Fuzileiros Navais durante alguns anos, e sua história é repleta de turbulências comportamentais, encaixando-se, dessa forma, como um alvo perfeito às acusações, uma vez que nenhuma delas foram provadas.

Com um culpado atrás das grades, a população, que sempre necessita de um conforto, quase sempre dado pela punição a um suposto responsável por aquilo que lhes causa algum incômodo, já se encontrava mais calma, em sua maioria. É claro que, para a minoria mais atenta, que já esboçava questionamentos sobre todas aquelas suposições, as informações dadas pela história até então divulgada, que colocaram Lee atrás das grades, não foram suficientes, e, com certeza, a verdade de sua provável inocência viria à tona em breve. Devido a isto, e novamente confirmando todas estas considerações feitas, Harvey foi assassinado durante sua transferência de uma prisão para outra, por Jack Ruby, apenas dois dias após o assassinato de Kennedy, o que fez com que investigações posteriores não fossem realizadas. A seguir, em um dos poucos arquivos de vídeo de Lee Harvey Oswald, podemos vê-lo se defendendo das acusações, alegando trabalhar no prédio de onde supostamente o disparo fatal foi realizado.


E para corroborar com todas as nossas considerações feitas aqui, temos ainda a história de Robert Francis Kennedy, irmão de John. Não era só John, de toda a família Kennedy, que se envolveu na política, e o mais notável, depois dele, foi seu irmão Robert, mais conhecido como ‘Bobby’. Depois que John morreu, Bobby continuou como ministro da justiça até 1964, quando se elegeu senador de Nova York. Em 1968 ele anunciou sua campanha como candidato à presidência, e após vencer uma importante eleição primária na Califórnia, totalmente apoiado pelo povo, outros disparos foram dados, como mostra o vídeo a seguir.


O leitor está convidado a conhecer também a trajetória política de Robert, marcada por sua luta contra a Máfia e crime organizado dos EUA, e também por sua posição contrária à guerra do Vietnam, assim como seu irmão. Para o caso de alegarem ser uma simples ‘coincidência’, cabe aqui uma frase dita por Kennedy, que foi uma das maiores inspirações para a criação deste blog: “Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo”. Se o leitor está acompanhando os textos deste blog na sequência, deve ter se deparado, até aqui, com argumentos o suficiente para ao menos duvidar das informações oficiais divulgadas pelos governos, em especial, o dos Estados Unidos da América.

Este período também foi marcado pelo assassinato de Martin Luther King, um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros naquele mesmo país, sendo conhecido como um período obscuro na história norte-americana, despertando uma perda massiva de esperança, por parte do povo, que até hoje têm estes homens como grandes ícones de sua história. Desse modo, se há alguma esperança de limparmos este lado sujo da moeda, ou de curarmos as doenças mais letais deste enorme organismo vivo chamado humanidade, definitivamente, ela não vem de um herói, um salvador. Ao contrário do que os filmes de Hollywood nos mostram, e do que nós gostamos de acreditar, enquanto os grandes sistemas que compõe nosso mundo não mudarem, ninguém; e eu reforço: NINGUÉM será capaz de nos desviar do caminho que traçamos há milênios, em direção à autodestruição.

Em suma, neste texto mostramos que, ao longo de nossa história, nós criamos e definimos sistemas que hoje determinam e especificam praticamente todas as nossas formas e possibilidades de agir, e que, por serem bem definidos, encaixam ou excluem as pessoas de seu escopo, mantendo, à força, o mundo exatamente do jeito que está. O outro lado da moeda mantém sua sujeira, e não importa quantas pessoas extraordinárias nasçam e tentem limpá-lo, enquanto a forma como a sujeira é impregnada não for modificada em sua essência, eles continuarão sendo mortos e fazendo parte apenas de nossa triste história. Por fim, ao percebermos que para que os sistemas sejam mudados precisamos de muitas pessoas destinadas a isto, e que essas mesmas pessoas dificilmente conseguem escapar dos moldes destes próprios sistemas para decidir modifica-los, nós apagamos a luz no fim do túnel, sendo invadidos por uma escuridão que nos amedronta e nos desconforta, nos induzindo a fechar os olhos para não mais precisarmos ver O OUTRO LADO DA MOEDA.

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